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Metagestão

Metagestão

Quando analisamos a evolução da gestão de “recursos humanos”, em particular nas últimas décadas, podemos identificar facilmente três períodos a que correspondem três perfis de trabalhadores e três formas diferentes de gestão de pessoas.

Até ao ano 2000, tivemos um período com maior representatividade do setor da indústria, cujos perfis procurados eram mais operacionais e em que havia uma predominância das competências técnicas. A gestão de recursos humanos era essencialmente uma gestão de processos administrativos como a contratação, absentismo, condições de trabalho, processamento salarial e a medição da performance era feita essencialmente com base em indicadores objetivos.

O início do século XXI (2000-20) é marcado por uma desindustrialização dos países ocidentais e uma maior aposta no setor dos serviços. Em Portugal tivemos o boom da hotelaria e dos contact centers. Simultaneamente, os perfis começam a ser mais qualificados e as competências mais valorizadas passam a ser as comportamentais. A gestão de recursos humanos evolui para uma gestão de talento, com maior foco em questões como o recrutamento e seleção, carreira, a motivação, gestão de conflitos e o clima organizacional. Por inerência, a avaliação de competências e performances comportamentais assume uma expressão mais subjetiva.

A década de 2020 trouxe-nos uma pandemia, a digitalização, o teletrabalho e o acentuar da escassez de mão-de-obra, principalmente nos setores da indústria e logística, mas também nos serviços como a hotelaria, retalho ou IT. Os novos perfis que chegam ao mercado de trabalho tem outro tipo de preocupações e valores. Hoje qualquer empresa tem que ter uma forte preocupação com a atração dessas pessoas e para isso é importante o propósito, o modelo de trabalho (híbrido ou remoto), a comunicação, a cultura organizacional e as suas políticas de sustentabilidade e responsabilidade social. Hoje o desafio dos gestores passa pelo alinhamento de valores e o engagement dessas pessoas que cada vez mais valorizam a “experiência”, ou seja, a gestão centra-se em dimensões mais metafisicas, é o que podemos chamar de “metagestão”.

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Por César Santos | Founder & President Wellow™ Group